História

Governador Celso Peçanha

Governador Celso Peçanha

Idealização e construção

Nossa história começa em 19 de setembro de 1943, quando o então prefeito de Rio Bonito Celso Peçanha, fez uma reunião com 34 pessoas e anunciou a fundação do Hospital Regional Darcy Vargas.

Celso Peçanha percebeu a necessidade da construção do hospital para os riobonitenses e também enxergou longe, sendo uma das principais intenções dessa construção, alavancar o progresso de Rio Bonito, pois, pessoas de outras cidades da região viriam para cá, uma vez que o hospital mais próximo ficava em Niterói.

Depois de anunciar a intenção, de formar uma comissão e criar o estatuto, surgiu a oportunidade em 1944, de comprar o terreno onde hoje está localizado o hospital, na Rua João Carmo, nº110, no Centro. Para conseguir pagar as prestações do terreno, Celso Peçanha teve uma ideia e a colocou em prática com sucesso.

Como o terreno era muito grande, ele loteou, vendeu os imóveis que ali existiam, e com o dinheiro das vendas quitou a compra do terreno. Com o terreno pago iniciou-se a captação de recursos para a construção, que só começou em junho de 1949, seis anos após a fundação e com verbas do governo Estadual e Federal.

Em 1953, o então prefeito Francisco Alves de Mendonça, passa através de ofício, a responsabilidade da construção, para a Sociedade Beneficente. Neste período o hospital já estava no esqueleto, com algumas alas construídas e parte da verba ainda poderia ser usada por algum tempo, mas, em 1957 as obras foram interrompidas por falta de recursos.

História do Hospital Regional Darcy Vargas

Início das obras do HRDV

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não se sabe ao certo por quanto tempo a obra ficou paralisada, em seguida a esse período, com nova ajuda da Prefeitura de Rio Bonito, das prefeituras de outros municípios da região e da população riobonitense, a construção foi retomada.

Em 1961, Edmundo Campello Costa assumiu a presidência da Sociedade Beneficente, e o governo do Estado liberou uma grande verba para o término da obra. No ano seguinte, no dia 7 de maio, o já governador Celso Peçanha, inaugurou o Darcy Vargas, com a presença do arcebispo de Niterói, Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior e centenas de pessoas.

Hoje cerca de 350 pessoas de vários municípios da região como Silva Jardim, Tanguá, São Gonçalo e Casimiro de Abreu, são atendidas todos os dias no Hospital Regional Darcy Vargas.


Por que Darcy Vargas?

Getúlio Vargas e Darcy Sarmanho Vargas

Getúlio Vargas e Darcy Sarmanho Vargas

Darcy Sarmanho Vargas nasceu em 1895, em São Borja, no Rio Grande do Sul. Em 1911, quando tinha 15 anos, casou-se com Getúlio.

A criação dos cinco filhos não a impediu de ser uma primeira dama exemplar, a qual muitos lembram até os dias de hoje.

Como primeira-dama do País, cargo que ocupou de 1930 a 1945, Darcy Vargas tornou-se uma referência para as mulheres, com o trabalho no Abrigo Cristo Redentor e como fundadora da Casa do Pequeno Jornaleiro e, entre os anos 1942 e 1945, como presidente da LBA (Legião Brasileira de Assistência).

Quando Getúlio Vargas caiu do poder em 1945, ela permaneceu na direção da Casa do Pequeno Jornaleiro. Com o retorno do esposo em 1950, voltou a dirigir a LBA, quando empreendeu uma visita aos estados nordestinos tão assolados pela seca. Também esteve presente providenciando assistência às vitimas da enchente do rio Amazonas em 1953. Na verdade, algumas fontes supõem que grande foi seu papel no retorno do Presidente, pois antes da LBA, fundou a Legião da Caridade, a qual influenciou grandemente no retorno do esposo ao poder.

Sua participação política ocorreu pelo anseio do auxílio em numerosas obras sociais às quais se dedicou com afinco.
Atualmente sua memória é lembrada através de Casas de Saúde, Centro de Estudos, Fundações e nome de ruas que perpetuam sua obra e seu espírito forjado na Caridade.

A Casa do Pequeno Jornaleiro tinha como objetivo prestar assistência aos menores que se ocupavam da venda de jornais no centro da capital carioca.

A Legião Brasileira de Assistência iniciou-se como uma instituição criada com o objetivo de amparar e prestar assistência aos soldados mobilizados pela 2ª Guerra Mundial e aos seus familiares. Nesta ocasião apresentaram-se muitas voluntárias, que receberam noções importantes sobre enfermagem e amparo às esposas dos combatentes, daí, vincula-se o nome de Darcy Vargas ao serviço de assistência social, assim como foi nesta ocasião que ocorreram grandes avanços no âmbito da Assistência Social Brasileira.

Sem dúvida, a vida desta brasileira que conseguiu conciliar o papel de mãe, primeira dama, intensa dedicação ao Serviço Social e Filantropia, justifica e honra nomeá-la como patrona desta instituição.

O Hospital Regional Darcy Vargas, através de todos os seus participantes, tenta honrar a memória desta mulher guerreira, sendo uma entidade pública que zela pela saúde do cidadão riobonitense e da região, com dedicação e respeito.

 

O HRDV agradece ao historiador Dawson Nascimento Silva por gentilmente ceder as imagens que ilustram a história da época da construção do Hospital Regional Darcy Vargas. O trabalho de Dawson pode ser visto em sua fanpage, no Facebook clicando aqui.